21.9.06

Horário Eleitoral Gratuito

Águas jorram
Putrefactas

Signos
Treslidos
Açoitam
O ar

Viola
De repente
No sense

Fala de
Louco
Mouco

Palavra forte
Sem prumo
Norte
Ou rumo

Palavra torta
Coração sem
Aorta

Tatu Jeca
Feliz

Jair sem Neneca
Neneca sem Jair

Címbalos
Que tinem
Algazarra

Infecundo
Oco do Mundo
Num inconcepto parir

4 comentários:

Anônimo disse...

Tua alma lembra a minha, meia suja de sangue, meia romantica e triste, uma alma morta e cheia de vida...Eu saboreei cada um deles, teus versos, que agora estão aqui dentro de mim.Beijos

Anônimo disse...

Hoje o dia foi uma merda!Eu me vi fugindo como sempre faço, de mim mesma, com a desculpa de que já sofri pra caramba, fiz o de sempre.Tive uma alegria que nem aproveitei pois tava mais ocupada em sentir pena de mim mesma.Sou uma ameba!Um scroto humano, sou menos que um verme.tu ainda tem conserto amigo, eu to ferrada.

Anônimo disse...

Engraçado, só eu comento aqui?
Eu entro aqui atormentada e me acalmo lendo tuas coisas.Alguém me feriu, a princípio fiquei mal.Agora, depois de ler muito por aqui, to decidida a dar a volta.Ninguém tem o direito de tirar minha alegria.Obrigada poeta, obrigada.

Renato Saldanha Lima disse...

Bom saber, Anônima, que serve para alguma coisa a minha pouca poesia. Segura firme o seu tormento, que ele é massa amorfa nas suas mãos de escultora, faça dele algo que sirva a você e, quiçá, a alguém mais.

Até mais ver.

 
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