Tentei dormir em vão.
Levantei-me,
Então
Fui sonhar.
Fumaças no ar,
Mil projetos,
Mil sonhos vívidos,
Ávidos por serem vividos.
Amanheceu,
Acontece a realidade:
Os sonhos serão pelo dia olvidados?
15.2.08
Sonhos da Noite no Claro do Dia
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Unknown
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3:57 AM
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9.2.08
Narciso Terrificado
Ferve
Minha verve.
Quando Escrevo,
Exponho meu nervo.
Nervuras do real
Racham minha alma
Como raios
Na noite lúgubre.
A perfídia dos,
Como eu,
Homens
Instila
Na tinta negra
O seu fétido.
Assume o ar
O peso do rinoceronte
E sua cegueira o envenena;
Translúcido e opaco,
Sufoca-me
Por não me deixar
Olhar e ver
A minha face.
Ergo-me
Ao Espelho.
O visto
Apavora,
Devora.
Como narciso,
Terrificado,
Demora-me
A Eternidade
A Visão
De Mim(?).
O horror
Dessa Dor
Purga-me,
Apartando-me do humano Ser
Sem deixar de ser Humano
E passo vidas, então,
Aprendendo a só ser
Um Humano Ser Humano.
Publicado no e-zine 16 do Bar do Escritor
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Unknown
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3:49 PM
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Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, covardia, crise existencial, dor, eros, tanatos, tempo, trabalho psíquico, vaidade
1.2.08
A Relatividade na Prática
O tempo é uma dor que persiste em si
por isso também é a sua cura
O melhor remédio
a pior tortura
Dias e dias
passam arrastados por mim
Não há dor
que o tempo não cure
Mesmo a dor pelo tempo secretada
Aflição do tédio
escorrendo-me lento pela cara
De uma hora para outra
passa o tempo
e a dor do tempo passa
Foi ela
que enfim
apareceu na praça.
O tempo veloz
acelerado por aquela voz
as risadas
as brincadeiras
De súbito tudo se atira em precipício soturno:
Nane se vai
e me submerge no escarro do tempo
Quantos dias durarão as próximas horas?
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Unknown
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