pelo aniversário da Nane, o meu Amor
Este amor é tanto
que não há mar
que suporte em sua umidade
o fogo deste amar
será porque que a amo assim
inteiro?
não sei
só sei que é assim.
nosso amor
guerreia
fazendo as pazes
pacifica
fazendo guerras
um caldeirão de emoções
as mais loucas
nos atormenta
e gratifica
nos dói
e sara
e ao final
estaremos exaustos
e com um sorriso bobo na boca
que assim seja.
27.12.07
Um Amor Tanto
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Unknown
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12:22 PM
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Marcadores: a musa, casal, companheirismo, eros, filia, relação amorosa
25.12.07
Textura de Coragem
A todos os anos novos
Remendo
Todos os medos,
Meros arremedos
Com textura aparente de coragem.
Estiagem
Entre tempestades
De renovados assombros
E mais escombros
Sobre mim.
Medo madrugador
De linhas fracas
A arrebentar
Na minha Alma.
Calmo,
Corro a tomar a agulha do Real,
Para com a minha linhagem,
Costurar um elmo,
De lona tosca e bruta,
Do meu sangue rubra,
Para que me cubra
Com a verdadeira textura da coragem
Contra os fatídicos destroços
Dos tempos futuros de outras ilusões,
Rainhas destronadas
Do espírito meu.
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3:42 PM
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Marcadores: coragem, covardia, dor, fidelidade à verdade, heroísmo, insônia, realidade, tempo
15.12.07
Tempo Déspota
Hoje acordei de um sonho dos Deuses
que podia ter tudo
o tempo
as coisas
as pessoas
Sonhei que amava várias mulheres
que morava em inúmeras casas
que professava todos os credos
que, no restaurante, pedia todos os pratos
que exercia todas as profissões.
Acordei com o despertador
que comprei entre tantos
mandando-me para o trabalho de todos os dias
escolhi a roupa que vesti
e, cedendo à tirania do tempo,
enfrentei a lotada infernal do trem:
antes tivesse ido de ônibus.
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Unknown
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1:23 AM
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Marcadores: consumo, dor, indecisão, liberdade, realidade, tempo, totalitarismo
5.12.07
Modus vivendi
Aonde vou
depois de tudo.
Depois de ninguém mais me ouvir ou ver
por ter-me tornado um nada invisível e mudo.
Não sei para onde vou,
mas sei que agora sou.
Depois não sei mais se serei
nem, se for, se serei pior ou melhor.
Sei onde estou a agora:
sobre essa terra que me dá chão,
ao sabor desta brisa que me beija inteiro.
O que sei é que estou vivo:
durmo e acordo,
como e bebo,
defeco e urino,
tenho amigos e inimigos,
prazeres e dores.
Vivo simplesmente a grandiosidade da vida que que me foi dada.
É o meu jeito de reverenciá-la,
de tentar sair dela quase a deixando como a encontrei:
sagrada e intocada para quem virá.
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3:37 PM
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Marcadores: ambiente, eternidade, ética, fidelidade à verdade, filia, futuro, o Outro, paz interior, presente, tempo, viver em sociedade
4.12.07
Inebriante
Sinto-me tonto
totalmente
é esse teor absurdo
de qualquer coisa em você
é esse seu absinto
inebriante profundo
que faz girar o mundo
no entorno de ti.
Você me faz
perder o chão
a dizer sempre sim
nunca jamais não.
Vou às pressas
associar-me
aos amadores compulsivos anônimos.
Poesia,
amo vossa excelência
deseperançosa
e desesperadamente.
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Unknown
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3:07 PM
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Marcadores: criatividade, metalinguagem, musas
3.12.07
Da Flor ao Horror
Flor
Rima-ímã
De amor
Amor
Rima-ímã
De dor
Dor
Rima-ímã
De horror
E assim
Foi que passaram
Da flor ao amor
Do amor à dor
Da dor ao horror
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Unknown
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11:26 AM
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Marcadores: casal, dor, eros, gênero, o Outro, relação amorosa
2.12.07
Acaso Poético
É que o acaso
Faz-me escrever assim:
Meio fora de Mim.
Dou asas livres
À imaginação
E ela voa
Engraçada:
Sem rumo,
Sem nada.
Este.
Oeste.
Norte.
Sul.
Ela voa
No vazio
Cheia de si.
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12:55 PM
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Marcadores: criatividade, inspiração, metalinguagem
24.11.07
O Primeiro Não
Insensível
O rato
Insensato
E intimorato
Abre caminho
Invade e destrói
O ninho
De magafafinhos
E eu menininho
Descubro
O ninho
De ovos
Violados
Tamanho descalabro
Para mim
O primeiro não na vida
De tão poucos sins
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Unknown
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2:14 PM
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Marcadores: coragem, covardia, dor, histórias infantis, infância, realidade, tanatos
21.11.07
Aragem Ventanista
Eis-me aqui
sem medo
ou coragem.
Recebo da noite
sua aragem fria.
Quero dizer meu nome
mas que precisão essa de dizer meu nome?
No alto desta noite solitária
faço-me companhia
a única companhia possível.
Alta noite que mais alto se eleva
logo será dia
e acordarei deste sonho acordado
entre mim e eu mesmo.
Terei perdido o sono
e ganho a fantasia que esta noite me tomou.
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10:28 AM
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Marcadores: fidelidade à verdade, futuro, insônia, paz interior, tempo, trabalho psíquico
19.11.07
Respeito à Hábil Navalha
Vibra no ar o aço flexível da navalha
Sacada na hora improvável.
A ameaçaFaz tremer.
Cadê a fama do matador?
O suor nasce frio
Como lâmina
Penetrando a carne.
O algoz corre morto de medo pelas vielas.
Teme morrer o matador.
Tão cedo não aparecer
Naquelas paragens
São os planos do matador.
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Unknown
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8:00 PM
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Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, bondade, brasil, coragem, covardia, ditadura, ética, heroísmo, indecisão, malandragem, morro, totalitarismo
12.11.07
Poema ao Poeta
Poeta,
Que Musa
É essa
Que te inspira
Para meu regalo
E nem sequer
Te conheço,
Muito menos te falo
E me dizes tudo,
Sussurrando ao meu ouvido
Segredos de mim
Que me eram secretos
Quem és tu
Que, quando em qualquer ponto
De tua estatura
Sem tamanho
Descanso o olhar
A ler-te,
Invariável é que apanhem
A minha arcada
Em sorriso solto
Aliviada
Pela luz da tua graça
A mim que me firo
Por tombos
Em cadafalsos
Sobre o solo tolo
Da aparente concretude da realidade
Ofereces como solução
Imagens mirabolantes.
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5:40 PM
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Marcadores: eros, feminilidade, fernando pessoa, filia, inspiração, leveza, liberdade, língua portuguesa, memórias, musas, paz interior
9.11.07
Exortação aos Meninos de Hoje e de Amanhã
Tem fé menino,
tem fé menino,
tem feminino na mulher.
Enamora aquela
que te sabe simples e frágil masculino,
menino gerado no ventre da sua primeira e ancestral mulher.
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9:08 AM
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Marcadores: casal, companheirismo, eros, feminilidade, gênero, masculinidade, maternidade, o Outro, relação amorosa
8.11.07
Tão-Somente Agora
Cada dia que viceja
é óbito dos dias idos
e antevisão embaçada de um devir incerto.
Não corroa assim o tempo:
carpindo o dia que se foi
ainda que antológico
ou de árduo horror.
prelibando o futuro
que, quimera,
é desejo lançado no abismo do nada.
Deixe todo o ontem na sua hora,
em algum arquivo esquecido
em um recanto da memória.
O futuro deixe ser o que será,
sem mapas, rotas, planos.
Arcano inalcançãvel,
tempo impreciso.
Viva intensamente o agora,
ele é todo glória,
resultado de todo o ontem morrido,
promessa incompleta de todo o amanhã ansiado.
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11:23 AM
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Marcadores: autocrítica, eternidade, futuro, indecisão, leveza, liberdade, memórias, passado, paz interior, tempo, trabalho psíquico
7.11.07
Santa Guerreira Atéia
(à Nane, minha mulher guerreira)
Gosto desse seu ar
De absoluta revolta
Contra as atrocidades
Do mundo.
Você não acredita em céu,
Nem no ir e vir
Da alma.
Mas, apesar de nenhuma fé,
Segue calma,
Acreditando no homem
Como ele é:
Terrível e terno,
Justo e iníquo
Mau e bom.
Nesse seu caminho
Não se ouve som
De lamento,
Só o das suas armas
Para essa guerra
Que a vida encerra
Ao querer perpetuar-se
Pela matéria.
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12:08 PM
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Marcadores: a musa, ateísmo, ateísmo santo, bondade, coragem, estética da alma, feminilidade, filia, guerra santa, heroísmo, leveza, liberdade, solidariedade
6.11.07
só a cartola do Cartola pode
inspirado no CD Só Cartola da Rob Digital
com Elton Medeiros, Nelson Sargento & Galo Preto
A cartola do Cartola
ninguém a vê,
mas tá lá,
sem asneira,
altaneira.
Se uns -
também outros -
lhe bordoarem,
de cima a baixo,
como um cachação,
um som surdo
ecoa na alma do agressor
De cartola
em chapéu-coco,
a coroa faz oco
quem se fez assim de bobo
querendo ser sinhô.
Cartola bate pronto,
sambando
e entornando cachaça
em Galo Preto.
A voz lhe empresta
Nelson Sargento & Elton Medeiros.
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12:12 AM
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Marcadores: cartola, estação primeira de mangueira, ética, liberdade, loucura, morro, mpb, samba, viver em sociedade
5.11.07
BOPE - Beleza de Operação Especial
Minha gatinha
é mesmo muito linda
Ela anda pelas ruas
enquanto olha o mundo
Se um do mundo cai
ela é capaz de desviar-se do caminho
para salvá-lo
Como não a amar
de amor maior?
Como não ser servidor
do serviço a que ela serve?
Serviçal
ás vezes quente
às vezes fria
às vezes dura
às vezes suave
às vezes doce
às vezes Docinho
Mas sempre uma serviçal
que serve
ao mundo
com um sentimento
estranhamente estrangeiro
Salvas à minha menina
santa e atéia
guerreira e super-poderosa
Como ela quantas?
Não há muitas
arriscaria até dizer
só há ela
única e especial.
Minha mulher
mãe do Dan
a você me prendo por vontade.
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6:25 PM
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Marcadores: a musa, agape, casal, companheirismo, coragem, dor, estética da alma, feminilidade, filia, heroísmo, o Outro, solidariedade, velhice, viver em sociedade
4.11.07
Ficus ou Não Fico
Getúlio:
Fico ou não fico?
Que belos tempos os do Catete,
das paixões e das indignidades:
diga ao povo que não fico
- BAMMM! -
chumbo sobre o músculo cardíaco.
Festejados sejam os
dias do fico.
Coração em fogo:
Fica comigo essa noite?
Vivam todos os que,
a despeito dos mitos,
teimosamente ficam:
árvores encopadas
e ficantes extasiados.
Não digo o fico do Pedro,
cuja altivez tinha à cabeça
pedras quiçá moles demais.
Afinal, mais valem para mim
os majestosos ficus elásticos
da minha Usina da Tijuca querida
à sandice dos que não ficam
por vontade ou falta de coragem.
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Unknown
às
9:58 AM
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Marcadores: árvore, auto-estima, auto-imagem, autocrítica, casal, coragem, covardia, eros, paz interior, relação amorosa, rio de janeiro, tanatos, usina da tijuca
2.11.07
Vazio Essencial
Sofro da falta de algo. Um vazio alimenta minha insatisfação. Uma ausência que não tenho como definir. Um desânimo... Um descontentamento... Um... sei lá o que.
Diante desse sentir (ou seria um não sentir?) uns se matam, outros se deixam morrer. Eu, à minha vez, por superior coragem ou por infinita covardia, sigo a viver.
Minha letra
Minha pauta
Minha música
Meu também o desalento
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Unknown
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7:06 AM
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Marcadores: auto-imagem, autocrítica, coragem, covardia, depressão, dor, fidelidade à verdade, liberdade, loucura, paz interior, tanatos, trabalho psíquico
31.10.07
A Vida é Bela Menina
As mãos eu mergulho
em rios de sangue
Ela ergue a cabeça a procurar
nas nuvens brancas
Anjos cândidos
A vida é bela
vista da perspectiva
das janelas
dos olhos dela
Sobre a terra
Anjos caídos
são pisoteados por hordas de famintos
por turbas de fanáticos
por bandos de bandidos
Para ela
eu minto:
Filha,
olha para cima,
lá estão as brancas nuvens
onde moram Anjos cândidos.
Viu, menina?
A vida é bela!
___________________________________
para ver a repercussão e alguma história deste poema vá ao (DI)VERSOS [orkut], clique aqui.
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12:08 PM
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Marcadores: depressão, diferença, dor, fidelidade à verdade, heroísmo, histórias infantis, loucura, o Outro, paternidade, paz interior, realidade, tanatos
30.10.07
Pessoa Pessoalmente
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena,
Citam
E Recitam
Pessoas
Pessoa.
E o que disse
Pessoa
Ao isso escrever?
Pessoalmente,
Creio
Ter dito Pessoa:
Seja pequena
A alma
Da Pessoa
E a ela
Tudo não valerá a pena.
__________________________________
para ver a repercussão e alguma história deste poema vá ao (DI)VERSOS [orkut], clique aqui.
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Unknown
às
8:52 AM
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Marcadores: agape, autocrítica, diferença, ditadura, dor, estética da alma, ética, fernando pessoa, loucura, o Outro, pacififismo, paz interior, repressão, totalitarismo, vaidade, viver em sociedade
29.10.07
A Ruína
Ao velho que quero ser
Que de mim ficou
depois de todos esses anos
que estive vivo?
Uma ruína
que se foi arruinando
e que me foi constituindo
aos poucos.
Sulcos que me cortam a cara,
emoldurada em brancas nuvens de paz.
As memórias orgulhosas
de fatos obscuros
ou claros
como a memória que tenho.
O olhar profundo,
afundado em você,
que agora me olha.
Um olhar que desespera a morte,
que, certa, vai chegar.
e terá, mesmo vencedora,
cedo, cedo demais,
que me enfrentar.
Sonho esta ruína agora,
porque, hoje,
sou eu quem me desconstrói.
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Unknown
às
10:06 AM
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Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, diferença, estética da alma, estética dos corpos, memórias, o Outro, tempo, trabalho psíquico, velhice, viver em sociedade
25.10.07
Entre Dentro e Fora
Se hoje sai
é porque não pode ficar dentro.
Se, depois, entra
é que também não pode ficar fora.
E assim vai,
ora entra,
ora sai.
Ai,
como dói lancinante essa dor cruel!
O indeciso acabou estático
na soleira da porta do céu.
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Unknown
às
4:08 PM
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Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, crise existencial, dor, estética da alma, indecisão, liberdade, loucura, paz interior, totalitarismo, trabalho psíquico, vaidade
23.10.07
O Que Fazer das Mangas?
Não poder ficar com os outros
por não ser como eles,
dói uma dor doida doída.
Considerar ser diferente das gentes:
mulheres,
gays,
negros,
pobres
ou loucos,
isso sim,
parece-me sandice.
Só não ando de chapéu-coco
para não parecer o que de fato sou
e doerem em mim
as dores doídas,
moendas doidas do espírito.
Já se usou
andar pelas cidades no verão de Jaquetão.
Hoje a ordem é terno e gravata,
com as as camisas devidamente compridas nas mangas.
Prefiro chupá-las, as mangas,
na paz das sombras das mangueiras,
de carlotas ou espadas,
lambrecando a barriga nua.
É só questão de predileção,
que pode não ser a sua.
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às
3:00 PM
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Marcadores: alimento, depressão, diferença, ditadura, dor, estética da alma, indecisão, infância, liberdade, loucura, paz interior, rio de janeiro, totalitarismo, trabalho psíquico, viver em sociedade
Plazas de Mayo
em intenção do fim definitivo dos horrores e da indiferença que deram causa à Plaza de Mayo original
Granadas explodem.
Evadem gases lacrimogêneos.
Como ímãs,
atraem os olhares ao televisor,
contraem as faces,
e traem as inconsciências.
Convulsivas,
lágrimas expandem
emoções contidas.
Depois,
é lavarem a cara,
limparem os dentes
e, a ficarem prontos para ganhar o pão de fel,
mantém-se fiéis à dita de cada dia,
e dormem tranqüilos.
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Unknown
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1:52 PM
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Marcadores: agape, depressão, ditadura, dor, ética, família, feminilidade, fidelidade à verdade, filia, liberdade, maternidade, pacififismo, totalitarismo, viver em sociedade
21.10.07
O Último Tigre da Estirpe
ao Danilo, meu filho cordial e único, e à Nane, posseira do seu primeiro solo
Em seu colo,
solo fértil,
semeei
o coração de um Rei
dentro do qual renasci forte.
Só eu sei
o quanto me fiz presente lá,
inteiramente.
Continuação da estirpe humana
e da dos nossos predessessores retos.
Nosso filho tem um reino para governar:
o da vida dele mesmo,
no seu tempo e lugar.
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Unknown
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12:20 PM
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Marcadores: a musa, casal, eros, estética da alma, família, feminilidade, filia, infância, liberdade, masculinidade, o muso, passado, paternidade, relação amorosa, trabalho psíquico, viver em sociedade
19.10.07
Os Alienistas
ao Machado de O Alienista
Os outros olham os loucos
Como se não fôssemos todos nós
A confabular com o vazio.
Os outros olham os loucos
Como se não fossemos todos nós
Os alienados.
São poucos os loucos
Que sabem da própria loucura,
Que sabem da dor por todo o canto
E seguem mais ou menos sãos
Entre escombros por todos os lados.
Estamos todos internados em um mundo
Em que basta um segundo
Para que tudo caia.
São todos esses outros uns doidos
A negar a realidade
E rindo dos loucos
Que não a negaram
E que, por isso, tampouco
A tomaram para si.
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Unknown
às
3:43 AM
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Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, diferença, ditadura, dor, estética da alma, liberdade, loucura, paz interior, trabalho psíquico
18.10.07
Indicador de Mulher
O que faz já cedo
Esse dedo
De mulher jovem
No trem?
Destacado de sua senhora,
Fito-o com demora,
Impertinente, a observá-lo
Despudorado.
Gostava de cores que berram
A jovem senhora.
O contraste entre o esmalte e a pele
Era gritante.
A lotada do trem
Impedia-me a viagem
De vê-la.
Entretanto, quase a sentia diante de mim,
De pé e sem rosto,
Balançando o dedo com gosto.
A um só tempo não e sim.
Em instantes,
Minha estação.
Levanto-me
E logo saio
Sem desafiar
A desilusão.
Naquela manhã,
Fiquei sem o sim e sem o não
E aquela unha
Ainda hoje me arranha.
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Unknown
às
5:24 PM
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17.10.07
Bolar a Bola
Frio seco,
Dois irmãos
Em tocas de meia
Jogam bola.
É minha!
Não é!
É!
Zoeira,
Gritaria,
Algazarra.
Dominical,
O Jornal
Samba no chão
Contrariado.
Bola rasgada
Inclementemente
Ao meio.
Chororô,
Meias bola,
Bola nenhuma,
Bolas de meia!
Brincam
Os meninos
Com bolas de meia
E, em capacetes de meia bola,
Sobem e descem
Ladeiras.
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Unknown
às
1:03 PM
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Marcadores: criatividade, futebol, histórias infantis, infância, jogos infantis, leveza, liberdade, morro, paternidade, viver em sociedade
16.10.07
À Mesa com Leveza
A leveza
põe-se à mesa.
No entorno,
Pessoas -
as mais diversas -
esperam a hora
de fartarem-se.
Então, finalmente, satisfazem-se
com a leveza, que,
toda consumida,
permanece inteira o que é.
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Unknown
às
6:53 PM
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Marcadores: agape, alimento, banquete, ceia, companheirismo, consumo, diferença, estética da alma, filia, leveza, liberdade, pacififismo, paz interior, trabalho psíquico, viver em sociedade
Dias Sem Fim
Canso dos dias
Uns atrás dos outros
Todos numa fila imensa
A espera de mim
Que não quero seguir
A estrada do tempo até o seu fim
Queria sim
Parar o tempo no momento de um beijo
Que, eterno, dê-me da boca o seu frescor
Sempre te amar, amor
Sem a morte para nos separar
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Unknown
às
12:05 PM
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15.10.07
Suavidade Diamantina
A suavidade é um diamante bruto
que o bruto carrega no peito.
Lapidado
na procura da doçura,
extasia e encanta.
Mas o tempo passado no trabalho
de fazer brilhar o valor,
infelizmente,
é ofuscado para a maioria,
pelo brilho do divino
que sempre existiu no homem
e que somente ,
de um momento para o outro (?),
passou a refulgir
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Unknown
às
5:29 PM
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13.10.07
Lili Berra
A menina Lili,
linda:
Grita!
Berra!
Urra!
O que busca
a Lili menina?
A libérrima liberdade
do vôo furtacor
da libélula.
Liberte-se, mulher!
Você já tem todas as cores,
a paleta
e o pincel.
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Unknown
às
8:11 AM
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Marcadores: a musa, auto-imagem, autocrítica, crise existencial, estética da alma, feminilidade, feminismo, fidelidade à verdade, heroísmo, histórias infantis, liberdade, paz interior, trabalho psíquico
10.10.07
Entre Dentro e Fora
Se hoje sai
é porque não pode ficar dentro.
Se, depois, entra
é que também não pode ficar fora.
E assim vai,
ora entra,
ora sai.
Aí,
como dói lancinante essa dor cruel!
O indeciso acabou estático
na soleira da porta do céu.
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Unknown
às
10:52 AM
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Marcadores: agape, auto-estima, crise existencial, ditadura, dor, eros, fidelidade à verdade, indecisão, liberdade, paz interior, trabalho psíquico, vaidade
9.10.07
Quimera Ardente
Conheci-te,
ardor
em meu corpo:
por mim.
O tempo passa,
ardor
em meu corpo:
por si.
Anos a fio,
ardor
em meu corpo:
nasci.
Envelhecemos,
ardor
em meu corpo:
me consumi
Feneceste,
o ar é dor
em meu corpo:
me perdi.
O amor é fogo
Que arde
e só parece doer.
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Unknown
às
12:04 PM
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8.10.07
O Livro em que se Aprende à Vera
O manuscrito
precioso
de deleite e dor
é a nossa vida afinal
Todas as vidas que vivemos
a da casa
a da rua
a da nossa alma nua
para quem pode olhá-la
Somente um
pode olhá-la
vê-la
e melhorá-la
Nós
somente
e a sós
com ou sem
os outros
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Unknown
às
3:24 PM
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6.10.07
O Doce Bárbaro Jesus
O mesmo homem que faz a guerra,
Traz-me a paz.
Que mistério esse ser em si encerra,
Aceito-o sem nenhum mas.
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Unknown
às
5:12 PM
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Marcadores: PAZ MUNDIAL POR DEUS - JESUS E TODOS
5.10.07
Tombo
Mais uma vez
abriu-se um vão
sob mim.
Caí,
profundamente.
Lá, no breu,
concluí:
os sonhos
queridos de verdade
demandam
todo o suor.
É...
hidratar-me
é precioso.
__________________________
Repercussão no Bardo Escritor
o metafórico bar do Orkut
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Unknown
às
1:26 PM
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Marcadores: crise existencial, paz interior, trabalho psíquico
29.9.07
Errático
Ando a esmo
procurando não encontrar
aquela lembrança
que não está em nenhum lugar
Ando a esmo.
para não olhar em mim
o fato passado
que insiste presente.
Ando a esmo,
para, ao errar,
inebriar a mente
com estupefacientes
e fazê-la adormecer
e sonhar
com memórias
impossíveis.
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Unknown
às
8:17 AM
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Marcadores: auto-imagem, autocrítica, depressão, fidelidade à verdade, liberdade, memórias, passado
23.9.07
Empacar Adianta
... ou Sê teimoso como o Burrico. v 2.0
Se a vida exige pressa,
corra bem devagar,
que o caminho é longo, penoso...
Ô Mula, que carrega
carga pesada,
entre as peças de alto valor,
você é a mais preciosa.
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Unknown
às
9:02 AM
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22.9.07
Salgueirense sim. E daí?
Se todos fôssemos
salgueiros que choram
boa,
sublime e sã.
Gente que não pretende,
ser o melhor,
nem o pior também,
mas contenta-se
em ser o que se é.
Que toda gente
entre si
e de per si
é:
apenas
um escolar
diferente.
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Unknown
às
5:25 PM
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10.9.07
Pau Brasilis
Ao Dicionário Nei Lopiano do Banto à Minha Pátria Amada
que de madeira sangue
rubro vermelha
fez-se verde
vida
azul do céu do brigadeiro
macaco anil.
No meu dicionário
banto,
banzo aos poucos
foi se minando,
nas minas,
canaviais,
cafezais,
Bahia,
Recife,
Rio,
Minas Gerais,
foi-se tornando
um estrondoso
e veraz amor
pela Terra
de Santa Cruz.
No novo dicionário,
guardo todo o rancor no armário,
quero paz,
nada mais de ais.
A sinonímia é imperfeita
e por isso mesmo cria
paz ecumênica.
Na novel semiologia
do Brasil
teologia dá a libertação,
multicultural, interdisciplinar,
interracial, internacional,
universal
paz mundial.
(de todos porque sem dono ou senhor)
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Sê teimoso como o Burrico
Que, se na vida tem pressa,
que burro mesmo sabe:
o caminho é longo,
a carga pesada
e, entre as de mais alto valor,
para quem lhe confiou na previdência:
a que lhe pesa o lombo
é a preciosíssima.
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7.9.07
Que todas sejam FLORAS, que o mundo seja quintais com pomares para nos nutrir e descansarmos das batalhas
Gil, meu Ministro da Cultura, que desde sempre investi nesse ministério,
obrigado por tudo. Mas principalmente pela seguinte lição, por aprendida por mim, do meu jeito, jeito que não quero parar de aprender jamais. Peço licença, para, com sentimento, exaltar seu magistério e também (por que não?), apresentar os meus apontamentos de aula.
A lição ministrada:
Flora
Imagino-te já idosa
Frondosa toda a folhagem
Multiplicada a ramagem
De agora
Tendo tudo transcorrido
Flores e frutos da imagem
Com que faço essa viagem
Pelo reino do teu nome
Ó, Flora
Imagino-te jaqueira
Postada à beira da estrada
Velha, forte, farta, bela
Senhora
Pelo chão, muitos caroços
Como que restos dos nossos
Próprios sonhos devorados
Pelo pássaro da aurora
Ó, Flora
Imagino-te futura
Ainda mais linda, madura
Pura no sabor de amor e
De amora
Toda aquela luz acesa
Na doçura e na beleza
Terei sono, com certeza
Debaixo da tua sombra
Ó, Flora
"A Arte Final"
A Musa:
Flora Tropicalista, subjaz raiz da Cultura
A Veja desta semana publica o perfil da agreste Flora Gil, mulher desse ser tão baianamente preto Gil.
[ por força da política comercial da revista, o conteúdo com a íntegra da matéria só está liberada para a leitura e deleite de todos em duas ou três semanas, mas já foi pior]
Apontamento nº 1:
O Remédio cuja ausência Remedeia
(a Nane, o que de mais valor encontrei)
Dei-lhe a mão
e todo o meu mais.
Meu coração
pela vida inteira
dela será.
Servido à luz de sóis nascentes
e guarnecido de beijos inflamados,
ele terá nela,
enquanto bater,
a ventura adrenalina.
E caso ela não mais me queira,
não descansarei jamais,
como já descansei à sombra
do seu amor.
Porque ele,
um tanto acre, um tanto doce,
arrebatou-me
irremediavelmente.
Apontamento nº 2 :
MiAu
Que isso?
Um gata?
Não, é uma canção
que acredita
que não há dita:
a paz
entre
ferinas
e caninos;
entre
femininos
e masculinos:
é possível sim;
Por que
não?
Seria
a Vida!
Apontamento nº 3 :
Quimera Ardente
Conheci a ti,
ardor
em meu corpo:
por mim.
O tempo passa,
ardor
em meu corpo:
por ti.
Anos a fio,
ardor
em meu corpo:
renasci.
Envelhecemos,
ardor
em meu corpo:
me consumi.
Feneceste,
o ar é dor
em meu corpo:
me perdi.
O amor é fogo
que arde
e só parece doer.
Minha Musa:
Obrigado, ao senhor Ministro deste subúrbio da rede
chamado Parabolicamará e
Amigô de Monsieur Binot,
que espero conhecer, porque, pelo que ouvi:
já é.
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5.9.07
Histórias para Infantes
(ao Danilo, meu filho, que me conta histórias como essas desde que nasceu, diariamente)
Onde está o mundo
Em que vivi na infância:
Histórias fantásticas de heróis
Saindo-se vencedores
Por serem íntegros,
Quase santos?
Outras deveriam ser as fábulas
A nos preparar a ser heróis:
Sem vitória,
Sem gala,
Sem nada.As histórias infantis
Que imagino
Ensinariam
Ao menino e à menina
Viver a angústia do outro
(e a sua própria)
Sem a esperança
Do acalanto de aplausos
Ou da surra das vaias.
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Marcadores: auto-imagem, ética, heroísmo, histórias infantis, o Outro, vaidade
Haverá Santos?
Espíritos judiciosos,
venho, por meio desta,
lhes interrogar:
quem presta?
Os mortos,
por obséquio
e em reverente temor ao nosso futuro obscuro,
não considerem.
Eu,
que não sou morto ainda,
duvido às vezes,
muitas, para ser sincero,
se eu próprio
(não me quero subtrair às críticas)
sou lá flor que se cheire.
Portanto,
respondam sem ficção:
se suas judiciosíssimas pessoas fossem confiar
do mesmo jeito, grau e modo
em que confiaram em vocês,
o mundo ia ter mais ou menos cor?
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Marcadores: autocrítica, ética, gênero, viver em sociedade
23.8.07
Eu não sou Perseu
Medusa, me ameaça a virilidade. Eu com uma cobra entre as pernas, ela com dezenas na cabeça. Lutei ferozmente. Venci quando arremessei pela janela os vários espelhos que havia na alcova. Sem os espelhos, a Medusa ficou insegura acerca do seu próprio poder. O encanto se desfez e vi a verdade: a Medusa era uma menina mimada cheia de minhocas na cabeça.
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22.8.07
sobre as cabeças os urubus
Como os exus bebuns devem saber, eu não sou muito chegado à prosa não. Comigo a conversa quanto mais curta e grossa melhor. Mas vou arriscar, que o assunto é grave, mais que qualquer gravame que um tombo poderia me trazer, mesmo aqui, à noite no boteco.
Sou um herético. Os crentes de plantão sempre me acusam de calúnia, injúria e difamação. Dizem que desprezo deus solenemente e, por isso, se escandalizam, uma vez que votam profunda adoração por ele. Para arrematar, reverberam a nave dos templos com imprecações, porque me têm como idólatra.
Nisso lá têm razão os adoradores de deus. De fato, tenho os meus ídolos. Os dos 60 são de minha predileção. Eles foram formidáveis. Porque leves, puros, ingênuos, loucos e anárquicos eram humanos, profundamente. Ídolos em idílio com utopias possíveis, não fossem os crentes no deus único. A conjuntura era de crise aguda dos valores defendidos por párocos e generais. Estes importaram órgãos explícitos de repressão, aqueles providenciavam a caridosa extrema-unção.
Na lateral oposta da nossa esfera mundana, já vinham, há algum tempo, conspurcando a materialidade da história, ciência da locução perfeita da verdade. Mais claramente, falo da adulteração de documentos, como o retoque de fotos para a supressão da qualidade correligionária dos traidores.
Imagina isso tudo hoje? Impossível. Os ídolos, aqueles dos 60, ruíram convertidos ao deus único de todas as profissões da fé: o maldito dinheiro. E os censores evoluíram. Hoje se dedicam à fina arte de suprimir a nudez que há na nudez dos corpos, concretos em carne ou retratados em pixels ou papel couche nas revistas e websites.
Tristes tempos, os amantes continuam a precisar de véus e sombras. E pensar que lá nos 60 parecia que tudo ia ser dado à luz. Hoje não há mais necessidade dos órgãos de repressão, porque há superabundância de órgãos de depressão.
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Marcadores: anos 60, depressão, ditadura, estética dos corpos, fidelidade à verdade, liberdade, repressão
1.7.07
Topada na Pedra: Topázio?
Poetiza Drummond:
No meio do caminho,
Uma pedra.
Uma pedra
No meio do caminho.E agora José?
É perguntar:
O que és,
Em essência,
Pedra?Amálgama de pó!
Só?
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12:57 AM
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30.6.07
Vômito Poético
[valew,Perrone]
Minha mãe não me colocou no mundo,
Me pariu nele.
Olhei em volta,
Deu asco o que vi,
Vomitei
Ventos e flores,
Sóis e putarias.
Vômito antitético,
Gestante da poesia.
Êta com arde!
Arde àgua da peste!
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11:16 PM
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Marcadores: criatividade, dor, ética, infância, inspiração, metalinguagem, viver em sociedade
22.6.07
Solidown w/u
Como o grão
De pó
Na estrada,
Sou só
Solidão
Acompanhada.
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3.6.07
Condenada no ventre, a razão
O siso
Apodreceu incluso.
Sofreu, claustrofóbico,
O peso do seu futuro.
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ruído no grito da sirlei
o grito
atinge minha alma
que, ferida,
foge fingida
de onde gritou o grito:
rito urbano- não tenho nada a ver com isso!
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23.5.07
Da Vida Réu Confesso
Arranca
força e coragem
do tambor do peito
para confessar: vivo!
Então, vivo siga vivendo
até que seu sorriso
eternamente na máscara mortuária
permaneça sorrindo.
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2.3.07
Justiça dos Deuses
Uma unidade
de três
me habita.
Um deles,o mais parrudo,
escapa, invade a cena
e grita:
É crime tudo
o que queres.
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18.1.07
A Realidade Sorri
A realidade,
Enigma de esfinge,
Sorri.Sorri se há risos,
Se há choro, sorri.Eu não a compreendo,
Que sempre impassível sorri,
Mas vivo nela,
Dela não me posso evadir.E pela minha vida eu vou
Ora rindo, ora chorando,
Enquanto ela fica sorrindo,
Sorrindo para mim.
technorati tags:poesia, realidade, impassível
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