gosto de pensar no seu sorriso
com a alma e o espírito
abertos para a lembrança
do nosso amor
de infinitas mil multiplicidades
ele nem sempre foi
o mesmo
(que bom!)
nem ele nem ele aliás
nem o seu sorriso nem o nosso amor
ele e ele foram vários
como várias foram as dores
que cada um aplacou
com sua alegria
que têm causa
em você em você
em você em mim
em você em nós
todas as causas do nosso
amor estão no nosso
amor e isso é uma força
temos dores externas ao nosso amor
e também a ele internas
mas vamos como sempre
fomos amando e sorrindo
enquanto choramos e nos consolamos
até...
a dor parar
de doer porque nos modificou
o nosso amor
que se modificou todo com tudo
6.10.13
vamos como sempre fomos
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27.12.07
Um Amor Tanto
pelo aniversário da Nane, o meu Amor
Este amor é tanto
que não há mar
que suporte em sua umidade
o fogo deste amar
será porque que a amo assim
inteiro?
não sei
só sei que é assim.
nosso amor
guerreia
fazendo as pazes
pacifica
fazendo guerras
um caldeirão de emoções
as mais loucas
nos atormenta
e gratifica
nos dói
e sara
e ao final
estaremos exaustos
e com um sorriso bobo na boca
que assim seja.
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3.12.07
Da Flor ao Horror
Flor
Rima-ímã
De amor
Amor
Rima-ímã
De dor
Dor
Rima-ímã
De horror
E assim
Foi que passaram
Da flor ao amor
Do amor à dor
Da dor ao horror
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9.11.07
Exortação aos Meninos de Hoje e de Amanhã
Tem fé menino,
tem fé menino,
tem feminino na mulher.
Enamora aquela
que te sabe simples e frágil masculino,
menino gerado no ventre da sua primeira e ancestral mulher.
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5.11.07
BOPE - Beleza de Operação Especial
Minha gatinha
é mesmo muito linda
Ela anda pelas ruas
enquanto olha o mundo
Se um do mundo cai
ela é capaz de desviar-se do caminho
para salvá-lo
Como não a amar
de amor maior?
Como não ser servidor
do serviço a que ela serve?
Serviçal
ás vezes quente
às vezes fria
às vezes dura
às vezes suave
às vezes doce
às vezes Docinho
Mas sempre uma serviçal
que serve
ao mundo
com um sentimento
estranhamente estrangeiro
Salvas à minha menina
santa e atéia
guerreira e super-poderosa
Como ela quantas?
Não há muitas
arriscaria até dizer
só há ela
única e especial.
Minha mulher
mãe do Dan
a você me prendo por vontade.
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4.11.07
Ficus ou Não Fico
Getúlio:
Fico ou não fico?
Que belos tempos os do Catete,
das paixões e das indignidades:
diga ao povo que não fico
- BAMMM! -
chumbo sobre o músculo cardíaco.
Festejados sejam os
dias do fico.
Coração em fogo:
Fica comigo essa noite?
Vivam todos os que,
a despeito dos mitos,
teimosamente ficam:
árvores encopadas
e ficantes extasiados.
Não digo o fico do Pedro,
cuja altivez tinha à cabeça
pedras quiçá moles demais.
Afinal, mais valem para mim
os majestosos ficus elásticos
da minha Usina da Tijuca querida
à sandice dos que não ficam
por vontade ou falta de coragem.
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21.10.07
O Último Tigre da Estirpe
ao Danilo, meu filho cordial e único, e à Nane, posseira do seu primeiro solo
Em seu colo,
solo fértil,
semeei
o coração de um Rei
dentro do qual renasci forte.
Só eu sei
o quanto me fiz presente lá,
inteiramente.
Continuação da estirpe humana
e da dos nossos predessessores retos.
Nosso filho tem um reino para governar:
o da vida dele mesmo,
no seu tempo e lugar.
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7.9.07
Que todas sejam FLORAS, que o mundo seja quintais com pomares para nos nutrir e descansarmos das batalhas
Gil, meu Ministro da Cultura, que desde sempre investi nesse ministério,
obrigado por tudo. Mas principalmente pela seguinte lição, por aprendida por mim, do meu jeito, jeito que não quero parar de aprender jamais. Peço licença, para, com sentimento, exaltar seu magistério e também (por que não?), apresentar os meus apontamentos de aula.
A lição ministrada:
Flora
Imagino-te já idosa
Frondosa toda a folhagem
Multiplicada a ramagem
De agora
Tendo tudo transcorrido
Flores e frutos da imagem
Com que faço essa viagem
Pelo reino do teu nome
Ó, Flora
Imagino-te jaqueira
Postada à beira da estrada
Velha, forte, farta, bela
Senhora
Pelo chão, muitos caroços
Como que restos dos nossos
Próprios sonhos devorados
Pelo pássaro da aurora
Ó, Flora
Imagino-te futura
Ainda mais linda, madura
Pura no sabor de amor e
De amora
Toda aquela luz acesa
Na doçura e na beleza
Terei sono, com certeza
Debaixo da tua sombra
Ó, Flora
"A Arte Final"
A Musa:
Flora Tropicalista, subjaz raiz da Cultura
A Veja desta semana publica o perfil da agreste Flora Gil, mulher desse ser tão baianamente preto Gil.
[ por força da política comercial da revista, o conteúdo com a íntegra da matéria só está liberada para a leitura e deleite de todos em duas ou três semanas, mas já foi pior]
Apontamento nº 1:
O Remédio cuja ausência Remedeia
(a Nane, o que de mais valor encontrei)
Dei-lhe a mão
e todo o meu mais.
Meu coração
pela vida inteira
dela será.
Servido à luz de sóis nascentes
e guarnecido de beijos inflamados,
ele terá nela,
enquanto bater,
a ventura adrenalina.
E caso ela não mais me queira,
não descansarei jamais,
como já descansei à sombra
do seu amor.
Porque ele,
um tanto acre, um tanto doce,
arrebatou-me
irremediavelmente.
Apontamento nº 2 :
MiAu
Que isso?
Um gata?
Não, é uma canção
que acredita
que não há dita:
a paz
entre
ferinas
e caninos;
entre
femininos
e masculinos:
é possível sim;
Por que
não?
Seria
a Vida!
Apontamento nº 3 :
Quimera Ardente
Conheci a ti,
ardor
em meu corpo:
por mim.
O tempo passa,
ardor
em meu corpo:
por ti.
Anos a fio,
ardor
em meu corpo:
renasci.
Envelhecemos,
ardor
em meu corpo:
me consumi.
Feneceste,
o ar é dor
em meu corpo:
me perdi.
O amor é fogo
que arde
e só parece doer.
Minha Musa:

Obrigado, ao senhor Ministro deste subúrbio da rede
chamado Parabolicamará e
Amigô de Monsieur Binot,
que espero conhecer, porque, pelo que ouvi:
já é.
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11:53 PM
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