Mostrando postagens com marcador crise existencial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crise existencial. Mostrar todas as postagens

30.8.11

Somente o que se quer e ponto de exclamação?

Burrice da vontade
loucura do desejo
achar que somente nos serve
o que a gente quer

Inúmeras experiências
fora do campo da nossa vontade
morrem vãs
sem por nós serem vividas

Objetos infinitamente vários passam
sem merecerem o nosso toque
ou sequer atraírem o nosso olhar

Pessoas e suas vastidões
permanecerão para sempre inexploradas
Ignotos universos paralelos

Não podemos ter tudo
e nosso desejo é filtro bem-vindo
mas não podemos deixá-lo reinar absoluto
fazendo-nos infelizes se não cumprimos a totalidade dos seus decretos

Que de uma impossibilidade
venham todas as possibilidades de um mundo aberto ao nosso redor
porque aberta permanecerá a cela do nosso peito
e o nosso coração jamais será escravo do nosso desejo

Assim seja por nós!

1.8.08

Cruzeiro Lunar

A luz da lua,
lívida,
atordoa a cabeça nua.

Quereres mil.
Do não
jogo fora o til.

Com a nau ancorada
vou zarpar
por um mar revolto,
lunar.

17.3.08

Deslocado

O sítio meu no mundo
é pequeno,
mero aceno
num mar de lenços multicores.

Agonia sem fim
esse vazio em cujo espaço
não caibo,
porque não há como preencher.

Meu lugar no mundo
é menor que eu,
porque sou inteiro o mundo todo
e mais
e, portanto, sou somente nada.

9.2.08

Narciso Terrificado

Ferve
Minha verve.
Quando Escrevo,
Exponho meu nervo.

Nervuras do real
Racham minha alma
Como raios
Na noite lúgubre.

A perfídia dos,
Como eu,
Homens
Instila
Na tinta negra
O seu fétido.

Assume o ar
O peso do rinoceronte
E sua cegueira o envenena;
Translúcido e opaco,
Sufoca-me
Por não me deixar
Olhar e ver
A minha face.

Ergo-me
Ao Espelho.
O visto
Apavora,
Devora.

Como narciso,
Terrificado,
Demora-me
A Eternidade
A Visão
De Mim(?).

O horror
Dessa Dor
Purga-me,
Apartando-me do humano Ser
Sem deixar de ser Humano
E passo vidas, então,
Aprendendo a só ser
Um Humano Ser Humano.

Publicado no e-zine 16 do Bar do Escritor

25.10.07

Entre Dentro e Fora

Se hoje sai
é porque não pode ficar dentro.

Se, depois, entra
é que também não pode ficar fora.

E assim vai,
ora entra,
ora sai.

Ai,
como dói lancinante essa dor cruel!

O indeciso acabou estático
na soleira da porta do céu.

13.10.07

Lili Berra

A menina Lili,
linda:
Grita!
Berra!
Urra!

O que busca
a Lili menina?

A libérrima liberdade
do vôo furtacor
da libélula.

Liberte-se, mulher!
Você já tem todas as cores,
a paleta
e o pincel.

10.10.07

Entre Dentro e Fora

Se hoje sai
é porque não pode ficar dentro.

Se, depois, entra
é que também não pode ficar fora.

E assim vai,
ora entra,
ora sai.

Aí,
como dói lancinante essa dor cruel!

O indeciso acabou estático
na soleira da porta do céu.

5.10.07

Tombo

Mais uma vez
abriu-se um vão
sob mim.

Caí,
profundamente.

Lá, no breu,
concluí:
os sonhos
queridos de verdade
demandam
todo o suor.

É...
hidratar-me
é precioso.
__________________________

Repercussão no Bardo Escritor
o metafórico bar do Orkut

4.11.06

Meu Bom Demônio Mau

Faltam-me as faltas,
Os vícios
E todos os malefícios
Que só sonhei causar.

Sem jeito,
Um bom demônio
É o que há em mim.
Ele me atormena
Não sendo ruim.

 
web stats hits
web stats hits