Ferve
Minha verve.
Quando Escrevo,
Exponho meu nervo.
Nervuras do real
Racham minha alma
Como raios
Na noite lúgubre.
A perfídia dos,
Como eu,
Homens
Instila
Na tinta negra
O seu fétido.
Assume o ar
O peso do rinoceronte
E sua cegueira o envenena;
Translúcido e opaco,
Sufoca-me
Por não me deixar
Olhar e ver
A minha face.
Ergo-me
Ao Espelho.
O visto
Apavora,
Devora.
Como narciso,
Terrificado,
Demora-me
A Eternidade
A Visão
De Mim(?).
O horror
Dessa Dor
Purga-me,
Apartando-me do humano Ser
Sem deixar de ser Humano
E passo vidas, então,
Aprendendo a só ser
Um Humano Ser Humano.
Publicado no e-zine 16 do Bar do Escritor
9.2.08
Narciso Terrificado
Postado por
Unknown
às
3:49 PM
0
comentários
Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, covardia, crise existencial, dor, eros, tanatos, tempo, trabalho psíquico, vaidade
30.10.07
Pessoa Pessoalmente
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena,
Citam
E Recitam
Pessoas
Pessoa.
E o que disse
Pessoa
Ao isso escrever?
Pessoalmente,
Creio
Ter dito Pessoa:
Seja pequena
A alma
Da Pessoa
E a ela
Tudo não valerá a pena.
__________________________________
para ver a repercussão e alguma história deste poema vá ao (DI)VERSOS [orkut], clique aqui.
Postado por
Unknown
às
8:52 AM
1 comentários
Marcadores: agape, autocrítica, diferença, ditadura, dor, estética da alma, ética, fernando pessoa, loucura, o Outro, pacififismo, paz interior, repressão, totalitarismo, vaidade, viver em sociedade
25.10.07
Entre Dentro e Fora
Se hoje sai
é porque não pode ficar dentro.
Se, depois, entra
é que também não pode ficar fora.
E assim vai,
ora entra,
ora sai.
Ai,
como dói lancinante essa dor cruel!
O indeciso acabou estático
na soleira da porta do céu.
Postado por
Unknown
às
4:08 PM
2
comentários
Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, crise existencial, dor, estética da alma, indecisão, liberdade, loucura, paz interior, totalitarismo, trabalho psíquico, vaidade
10.10.07
Entre Dentro e Fora
Se hoje sai
é porque não pode ficar dentro.
Se, depois, entra
é que também não pode ficar fora.
E assim vai,
ora entra,
ora sai.
Aí,
como dói lancinante essa dor cruel!
O indeciso acabou estático
na soleira da porta do céu.
Postado por
Unknown
às
10:52 AM
0
comentários
Marcadores: agape, auto-estima, crise existencial, ditadura, dor, eros, fidelidade à verdade, indecisão, liberdade, paz interior, trabalho psíquico, vaidade
5.9.07
Histórias para Infantes
(ao Danilo, meu filho, que me conta histórias como essas desde que nasceu, diariamente)
Onde está o mundo
Em que vivi na infância:
Histórias fantásticas de heróis
Saindo-se vencedores
Por serem íntegros,
Quase santos?
Outras deveriam ser as fábulas
A nos preparar a ser heróis:
Sem vitória,
Sem gala,
Sem nada.As histórias infantis
Que imagino
Ensinariam
Ao menino e à menina
Viver a angústia do outro
(e a sua própria)
Sem a esperança
Do acalanto de aplausos
Ou da surra das vaias.
Postado por
Unknown
às
9:55 AM
1 comentários
Marcadores: auto-imagem, ética, heroísmo, histórias infantis, o Outro, vaidade
