6.6.09
Tempo de Vivente
Postado por
Unknown
às
8:11 PM
2
comentários
Marcadores: ateísmo, ateísmo santo, eros, realidade, tanatos, tempo, trabalho psíquico
24.1.09
O Corredor
1.8.08
Cruzeiro Lunar
A luz da lua,
lívida,
atordoa a cabeça nua.
Quereres mil.
Do não
jogo fora o til.
Com a nau ancorada
vou zarpar
por um mar revolto,
lunar.
Postado por
Unknown
às
2:09 AM
0
comentários
Marcadores: coragem, crise existencial, liberdade, loucura, tanatos, trabalho psíquico
21.6.08
Negra Li
Hoje acordei
e o mundo
estava nele mesmo
os carros
e os ônibus
subiam em algazarra
à minha cama
já ela
não mais
emolduraria minha janela.
Embora eu não quisesse
ela se foi
foi pra não voltar
veio a morte
e a levou
levou-a
para longe do meu olhar
Para ela agora
não há mais
carros
ônibus
janela
e eu.
Para mim
foram-se
os carinhos
um roçar de pele
o ronronar matinal.
Ela se foi
para não mais voltar,
minha gata
Negra Li
Postado por
Unknown
às
10:31 PM
0
comentários
Marcadores: animais, companheirismo, filia, luto, saudades, tanatos
4.3.08
Acordados por Sonhos Somos
No meio da noite
Acordados
Por sonhos
Somos
Poder
O mundo supor
Nossos desejos interditos
Apavora e encanta
A batalha maior
Vencer o outro em nós
E gozar nos campos do real
As fantásticas miragens da fantasia
O pensamento
Nau dessa viagem
Do conhecimento de nós
Dor e delícia nossa
Nos leva
Quanto mais fundo
E longe se vai
Menos dói a dor
E mais deliciosa a delícia
De ser e saber o que se é
Postado por
Unknown
às
5:58 AM
0
comentários
Marcadores: coragem, covardia, ditadura, dor, eros, fidelidade à verdade, insônia, liberdade, loucura, o Outro, realidade, repressão, sonhos, tanatos, trabalho psíquico, viver em sociedade
9.2.08
Narciso Terrificado
Ferve
Minha verve.
Quando Escrevo,
Exponho meu nervo.
Nervuras do real
Racham minha alma
Como raios
Na noite lúgubre.
A perfídia dos,
Como eu,
Homens
Instila
Na tinta negra
O seu fétido.
Assume o ar
O peso do rinoceronte
E sua cegueira o envenena;
Translúcido e opaco,
Sufoca-me
Por não me deixar
Olhar e ver
A minha face.
Ergo-me
Ao Espelho.
O visto
Apavora,
Devora.
Como narciso,
Terrificado,
Demora-me
A Eternidade
A Visão
De Mim(?).
O horror
Dessa Dor
Purga-me,
Apartando-me do humano Ser
Sem deixar de ser Humano
E passo vidas, então,
Aprendendo a só ser
Um Humano Ser Humano.
Publicado no e-zine 16 do Bar do Escritor
Postado por
Unknown
às
3:49 PM
0
comentários
Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, covardia, crise existencial, dor, eros, tanatos, tempo, trabalho psíquico, vaidade
24.11.07
O Primeiro Não
Insensível
O rato
Insensato
E intimorato
Abre caminho
Invade e destrói
O ninho
De magafafinhos
E eu menininho
Descubro
O ninho
De ovos
Violados
Tamanho descalabro
Para mim
O primeiro não na vida
De tão poucos sins
Postado por
Unknown
às
2:14 PM
1 comentários
Marcadores: coragem, covardia, dor, histórias infantis, infância, realidade, tanatos
4.11.07
Ficus ou Não Fico
Getúlio:
Fico ou não fico?
Que belos tempos os do Catete,
das paixões e das indignidades:
diga ao povo que não fico
- BAMMM! -
chumbo sobre o músculo cardíaco.
Festejados sejam os
dias do fico.
Coração em fogo:
Fica comigo essa noite?
Vivam todos os que,
a despeito dos mitos,
teimosamente ficam:
árvores encopadas
e ficantes extasiados.
Não digo o fico do Pedro,
cuja altivez tinha à cabeça
pedras quiçá moles demais.
Afinal, mais valem para mim
os majestosos ficus elásticos
da minha Usina da Tijuca querida
à sandice dos que não ficam
por vontade ou falta de coragem.
Postado por
Unknown
às
9:58 AM
2
comentários
Marcadores: árvore, auto-estima, auto-imagem, autocrítica, casal, coragem, covardia, eros, paz interior, relação amorosa, rio de janeiro, tanatos, usina da tijuca
2.11.07
Vazio Essencial
Sofro da falta de algo. Um vazio alimenta minha insatisfação. Uma ausência que não tenho como definir. Um desânimo... Um descontentamento... Um... sei lá o que.
Diante desse sentir (ou seria um não sentir?) uns se matam, outros se deixam morrer. Eu, à minha vez, por superior coragem ou por infinita covardia, sigo a viver.
Minha letra
Minha pauta
Minha música
Meu também o desalento
Postado por
Unknown
às
7:06 AM
0
comentários
Marcadores: auto-imagem, autocrítica, coragem, covardia, depressão, dor, fidelidade à verdade, liberdade, loucura, paz interior, tanatos, trabalho psíquico
31.10.07
A Vida é Bela Menina
As mãos eu mergulho
em rios de sangue
Ela ergue a cabeça a procurar
nas nuvens brancas
Anjos cândidos
A vida é bela
vista da perspectiva
das janelas
dos olhos dela
Sobre a terra
Anjos caídos
são pisoteados por hordas de famintos
por turbas de fanáticos
por bandos de bandidos
Para ela
eu minto:
Filha,
olha para cima,
lá estão as brancas nuvens
onde moram Anjos cândidos.
Viu, menina?
A vida é bela!
___________________________________
para ver a repercussão e alguma história deste poema vá ao (DI)VERSOS [orkut], clique aqui.
Postado por
Unknown
às
12:08 PM
1 comentários
Marcadores: depressão, diferença, dor, fidelidade à verdade, heroísmo, histórias infantis, loucura, o Outro, paternidade, paz interior, realidade, tanatos
