Vibra no ar o aço flexível da navalha
Sacada na hora improvável.
A ameaçaFaz tremer.
Cadê a fama do matador?
O suor nasce frio
Como lâmina
Penetrando a carne.
O algoz corre morto de medo pelas vielas.
Teme morrer o matador.
Tão cedo não aparecer
Naquelas paragens
São os planos do matador.
19.11.07
Respeito à Hábil Navalha
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8:00 PM
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6.11.07
só a cartola do Cartola pode
inspirado no CD Só Cartola da Rob Digital
com Elton Medeiros, Nelson Sargento & Galo Preto
A cartola do Cartola
ninguém a vê,
mas tá lá,
sem asneira,
altaneira.
Se uns -
também outros -
lhe bordoarem,
de cima a baixo,
como um cachação,
um som surdo
ecoa na alma do agressor
De cartola
em chapéu-coco,
a coroa faz oco
quem se fez assim de bobo
querendo ser sinhô.
Cartola bate pronto,
sambando
e entornando cachaça
em Galo Preto.
A voz lhe empresta
Nelson Sargento & Elton Medeiros.
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12:12 AM
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17.10.07
Bolar a Bola
Frio seco,
Dois irmãos
Em tocas de meia
Jogam bola.
É minha!
Não é!
É!
Zoeira,
Gritaria,
Algazarra.
Dominical,
O Jornal
Samba no chão
Contrariado.
Bola rasgada
Inclementemente
Ao meio.
Chororô,
Meias bola,
Bola nenhuma,
Bolas de meia!
Brincam
Os meninos
Com bolas de meia
E, em capacetes de meia bola,
Sobem e descem
Ladeiras.
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Unknown
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1:03 PM
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