ao Machado de O Alienista
Os outros olham os loucos
Como se não fôssemos todos nós
A confabular com o vazio.
Os outros olham os loucos
Como se não fossemos todos nós
Os alienados.
São poucos os loucos
Que sabem da própria loucura,
Que sabem da dor por todo o canto
E seguem mais ou menos sãos
Entre escombros por todos os lados.
Estamos todos internados em um mundo
Em que basta um segundo
Para que tudo caia.
São todos esses outros uns doidos
A negar a realidade
E rindo dos loucos
Que não a negaram
E que, por isso, tampouco
A tomaram para si.
19.10.07
Os Alienistas
Postado por Unknown às 3:43 AM
Marcadores: auto-estima, auto-imagem, autocrítica, diferença, ditadura, dor, estética da alma, liberdade, loucura, paz interior, trabalho psíquico
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Um comentário:
Oá renato, eu não conhecia esse samba-enredo...
eu conhecia o enredo que vcs desilaram, eu lembro que foi a mania daqui da cidade, mais até quando a Baija-flor homenagiou o pará, o cirio é o xodó da cidade...
todos sabem o enredo decorado e até hj ele é cantado no Auto do Cirio.
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